quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ano Novo e morte... Que porcaria de texto é esse?

"Eu me sinto como um brinde numa caixa de guloseimas com a mão de Deus tentando me alcançar." (Larry Norman, cantor gospel, um dia antes de morrer, após meses de tratamento)

Eu li essa frase hoje e achei o máximo. Realmente me impactou muito. Fez com que eu me lembrasse de coisas... E me pus a pensar... E digitar...
Estamos a três dias do Ano Novo. Muita gente comprando roupa branca, fazendo planos de descer para a praia pra pular ondas e blá blá blá, desenvolvendo suas listas de resoluções para o próximo ano (que normalmente são as mesmas do ano anterior - santa disciplina, Batman!). Mas ninguém pensa em morte.

CREDO, você pode estar pensando. Quem pensaria em morte às vésperas de um novo ano, com todo o seu ar de mudança e esperança de uma vida melhor? Todo mundo doido pra jogar o calendário de 2010 fora, simbolizando um período que fica pra trás, com as dificuldades, maus momentos, tristezas, esperando que 2011 seja melhor... E vem alguém falar de morte?

Acredite, respondo eu, morte tem a ver com isso: mudança e esperança de uma vida melhor. O problema é que não enxergamos isso...

Nós, cristãos, conversamos sobre muita coisa. Novelas, filmes, dia a dia, trabalho, até mesmo Bíblia (alguns, não todos, infelizmente). Mas sobre uma coisa não falamos: morte. Engraçado que sabemos que é “a única certeza dessa vida”: que todos vamos morrer. Só que, hoje em dia, essa frase só é falada nos filmes, quando o avião está com problemas na turbina e até o piloto já largou mão de tudo...

A verdade é que, mais cedo ou mais tarde, essas mãos que agora digitam vão estar paradas, num caixão ou transformadas em cinzas. Ainda não decidi. Só sei que elas não se mexerão mais. Para muitas pessoas isso pode parecer um pensamento suicida, outras podem achar que é o início de uma crise depressiva. Mas não. Não mesmo. Falar da morte, para o cristão, é como comentar sobre comprar a passagem para casa após uma longa viagem. Por mais divertida que tenha sido a estadia, “não há lugar como o nosso lar”, como disse Dorothy, no Mágico de Oz.

Estaremos voltando para o nosso lar, sabendo que encontraremos o Pai com os braços abertos, morrendo de saudade.

O mundo vive com medo da morte por não saber o que acontecerá após fechar os olhos pela última vez. Não é o medo da doença, muitos preferem continuar sofrendo, ao invés de enfrentar o desconhecido. Mas só é desconhecido para os que não acreditam que Deus Pai preparou lugar para os filhos. Acha que quarto com TV LCD é coisa boa? Você nem faz idéia do que Deus tem preparado para nós. E o que é? Eu também não sei. O fato de ser cristã não me transforma no Google, que tem resposta pra tudo. E reconhecer isso me coloca no meu lugar e me impede de tentar ficar no de Deus. Mas confio Nele, porque Sua Palavra me diz:

"Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.”

(1 Carta aos Coríntios 2.9 )

Acredito que o medo da morte vem do fato da pessoa escolher seu próprio caminho a Deus ao longo da vida e perceber que, no fim das contas e da vida, não tem tanta certeza assim de sua escolha.
Por isso temos Jesus.
Se um menino leva um amigo para casa, seu pai, ao perceber a relação de amor e amizade entre os dois, vai convidá-lo a entrar e tratá-lo muito bem, por causa de seu filho, certo? Com Deus é a mesma coisa. Por andarmos com Cristo, o Pai nos recebe com amor, da mesma maneira que ama o Filho.



Mas o que fazer se alguém chega empurrando o filho pro lado, sem querer papo com ele, dizendo que ele nem é grande coisa? Ignorando-o como morador da casa e herdeiro do dono? Qual seria reação do pai? Sim, com Deus também é a mesma coisa. Não tem como o Pai aceitar com amor aqueles que ignoram seu filho. Não tem como entrar em Sua Casa sem ser com e através Seu Filho. Não depois Dele ter passado pela cruz. A chave da casa está com Ele. Não está com outros homens. Com filosofias. Com rituais. Com conhecimento. Com sacrifícios. Apenas com o Filho.
Por isso a Escritura nos ensina que “...a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome...”
(João 1.12)
Agora a pergunta valendo o prêmio máximo: a qual nome você acha que o apóstolo está se referindo?
Precisa de uma dica?
Duvido, você mesmo já sabe a resposta...

Meu desejo é que em 2011 você conheça o Filho.

Que você brinque, converse, estude, trabalhe, passeie com Ele. Que a amizade entre vocês dois cresça a cada dia. E, se de repente, de uma hora para outra, for convidado a ir à Sua Casa, possa ir com a sensação de voltar para um gostoso lugar já conhecido.
Sabendo qual o nosso destino, a viagem, por mais longa, desanimadora e triste que seja, vale a pena. Torna-se suportável e até mesmo prazerosa, com um grande, maravilhoso, aconchegante e amoroso desfecho.

Um grande abraço a todos e que Deus os abençoe, não só em 2011, mas em todos os dias, em nome do Filho, Jesus!


Marielen

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O que tem faltado no Natal

Agora são 22:24h do dia 24 de dezembro. Estou pensando em que? Claro, Natal.
Pensando nos votos de amor e felicidade, paz e união que recebi durante essa semana.
Na maioria deles Jesus não apareceu.
Mas pasmem, muito desses eram de cristãos!
Essa coisa de mensagem de Natal ecumênica me irrita. É como se fossem na minha casa, no meu aniversário e não me dessem parabéns porque um penetra na minha festa não gosta de mim.
Quando foi que deixamos de celebrar o perdão aos homens, através do Filho de Deus? Que a mensagem de volta a Deus se tornou vergonhosa? Que para sermos aceitos deixamos de falar o nome de Jesus, mas nos denominamos cristãos assim mesmo?

JESUS, SEJA O CENTRO DO MEU NATAL!
OBRIGADA PELA HONRA DE TE CONHECER!



Marielen




quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Que tipo de animal?

Alguns membros de igreja empacam como uma mula no que diz respeito à obra do Senhor, mas, são astutos como uma raposa quando tratam de seus próprios negócios; apressam-se como uma abelha para espalhar as fofocas mais recentes, mas, mostram-se quietos como um rato na divulgação do Evangelho de Jesus Cristo. Muitos são cegos como morcegos, não enxergando as necessidades do próximo, mas têm olhos de falcão para ver as falhas de alguns. Alguns são ansiosos como um castor sobre um churrasco, mas, preguiçosos como um cachorro em relação às reuniões de oração. Alguns rugem como um leão quando as coisas não lhes agradam, mas, são dóceis como um cordeiro quando precisam do pastor da igreja. Alguns são tão ruidosos como uma maritaca quando solicitam ajuda da igreja, mas, tímidos como um gatinho para conversar com o perdido e lentos como um caracol na visita aos desanimados e enfermos. Muitos são como corujas nas noites de sábado, mas, como percevejos nas manhãs antes dos cultos nos fins de semana e escassos como os dentes da galinha nas aulas de estudo bíblico.

O nosso texto brinca com os nomes de alguns animais, mas expressa uma realidade que existe em nossas igrejas. Parecemos membros de um clube que se reúnem, como uma rotina, em um determinado lugar no final de semana, para cantar, colocar os papos em dia e voltar para casa com a certeza de que cumpriu o seu dever religioso diante de Deus. Mas será que isso que fazemos se chama "servir ao Senhor"? Será que o fato de irmos à igreja mantém a nossa luz acesa e brilhante? Será que temos plena convicção de que Deus se agrada de nós e nos espera de braços abertos para com Ele estar por toda a eternidade?
Mais do que colocar uma roupa bonita e rumar para o templo nos finais de semana, o Senhor espera que compreendamos que fomos salvos e separados para ser uma bênção em Suas mãos, para testificar ao incrédulo das Suas maravilhas, para transformar o ambiente de um mundo tenebroso com o propósito de mostrar a todos que estão ao nosso redor, que Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Nós somos muito mais do que os bichos de nossa ilustração -- somos os filhos amados de Deus, herdeiros do Céu de glória.

de Paulo Roberto Barbosa
www.iluminalma.com

terça-feira, 7 de dezembro de 2010